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eu não sabia o que era o amor - sei-o agora. vivia encostada à ilusão de que era aquilo, de que era um monte de nadas que se faziam tudo pela vontade, pela crença, pela necessidade que o ser humano tem em se achar de alguém. mas eu não sabia nada, na verdade, e eu não sabia o que era o amor. sei-o agora. e desta vez tenho certeza. e quando perco a certeza és tu que ma reforças, meu querido, meu amor, meu senhor. és tu que me estendes a mão e levas a ver o mundo, e que me abraças, e que me confortas, e és tu quem me assegura que vai correr tudo bem, no fim, e daqui até ao fim. porque o fim vai ser contigo. o fim dos tempos, o fim dos dias, o fim de tudo. mas não do amor. o amor em nós não acaba, não tem fim, sei-o agora, sei-o hoje. o amor não é um monte de nadas, é um tudo que parece um pequeno nada aos olhos de quem não sente, de quem não vê porque os seus olhos ainda se não habituaram à luz. o amor, meu amor, é isto.
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Todas as feridas serão material de poemas. Portanto não devem ser evitadas. De preferência mantê-las abertas, até por fim sararem. De outro modo não deixarão outra cicatriz que não seja umas linhas, uma página no máximo. Era um recado, ou um aviso, ou uma premonição.
pedro paixão, muito, meu amor
pedro paixão, muito, meu amor
hoje está frio - tu, que eras o meu sol, estás longe. já não sei o que mais fazer: passo os dias distraída de ti - a tirar-te fotografias, esquecida de ti - a fazer-te filmes, longe de ti (tão longe) a pensar em ti, a escrever para ti, a desenhar para ti, a desenhar-te, a saber-te melhor sem mim, a saber-me (tão) melhor sem ti. dou a mão a um desconhecido. a música ecoa na minha cabeça e as páginas dos livros vão virando com o vento que o tempo traz. quero ficar aqui sem ti, quero viver aqui contigo. quero tudo. não quero nada. a música pára. o silêncio acalma-me. solto a mão do desconhecido. está frio, estou triste. dizes que és o meu mal - eu quero-te bem.